Paranaense fatura o amador no Ironman 70.3 Pucon

O Ironman 70.3 Pucón de 2012, ficará guardado na memórias dos Paranaenses, além da vitória de Guilherme Manocchio na elite,o triatleta Paranaense, Anderson Agenor (o Pig) faturou o 1.º lugar geral na categoria amador, conheça um pouco a história deste atleta.


Fernando Pessoa, poeta brasileiro já dizia: “tudo vale a pena, quando a alma não é pequena”, e completava: “Quem quer passar além do Bojador, tem que passar além da dor”. O poeta não conheceu o ‘Pigmeu’, apelido de Anderson Agenor Santos, de 31 anos.

Com a alcunha que justifica sua estatura, o triatleta se vira como pode para se manter no esporte – a sua razão de viver. Como tantos outros atletas, ele se esforça para se manter em competições com pouco apoio, a ‘sina’ de quem faz esporte porque realmente gosta disso.

Quem é o Pigmeu?
R: Acima de tudo, um atleta que ama o esporte. Nasci em Guarapuava (PR) e sou professor
de Educação Física. Minha infância foi bem ativa e divertida, vida no interior (risos).
Sempre estive envolvido com esportes.

Da onde surgiu o apelido?
R: Vêm da infância, como nunca tive uma estatura alta, meus amigos, todos mais altos, logo me deram o apelido, que pegou. Hoje, muitos me conhecem só pelo apelido.

Como começou a praticar o triathlon?
R: Sempre pratiquei esportes. Criança que faz esporte está longe das ruas. Em 1999, mudei para Curitiba, onde conheci o triathlon através de um amigo que, me vendo correr, observou que eu tinha algum potencial para este esporte.

Você morou fora do país. Como foi?
R: Morei um ano e 8 meses na Nova Zelândia. Foi uma experiência muito positiva em todos os sentidos. Quando cheguei lá, estava sem bicicleta. Então, fiquei um ano sem competir até poder comprar uma. A partir daí, comecei a entrar nas competições de triathlon, fiz também algumas provas de aventura e corridas de rua.

Quais são as dificuldades para ser atleta?
R: Hoje em dia ainda existem dificuldades em qualquer esporte. A maior dificuldade ainda é a falta de incentivo financeiro (patrocínios, apoios), que é pouco, mas que com força de vontade e persistência pode ser alcançado.

Qual seu objetivo como atleta?
R: Meu grande objetivo é poder treinar e competir até o fim da vida (risos), mas quero disputar o mundial de Ironman 70.3 em Las Vegas e o mundial de Ironman no Hawaii.

Um momento marcante na sua carreira de atleta
R: Foram vários, mas acho que a etapa do X-Terra Triathlon, na Nova Zelândia, foi marcante por ser uma prova off-road e porque eu estava muito bem preparado para a competição. Fiz uma natação regular. Nos primeiros quilômetros, ultrapassei três atletas e na primeira descida, que era bem íngreme e com pedras soltas, sofri uma queda muito forte, na qual tive a sensação de ter fraturado meu braço esquerdo. Pensei até em desistir da prova, mas resolvi voltar. Continuei, com muitas dores. Os atletas me olhavam e diziam: “go hard”, “well done”... Finalizei a prova com lágrimas nos olhos, pela superação, e fui muito cumprimentado por várias pessoas.
Essa prova ficou marcada.

Colaboração de Eduardo Gumiero
Fonte: Gazeta do Paraná - Foto: Agrosuper

1 comentários:

  1. Da le Golden Boy!!! Aqui na Nova Zelandia ele conhecido por esse apelido. Parabens brother, voce merece.
    Alex - Pezao

    ResponderExcluir

Contador de Acessos